domingo, 27 de dezembro de 2015


Rodopiei pela vista aérea
de uma coisa louca
de uma flor cafona
de um cigarro bobo
de uma piada de mau gosto
de um amigo em comum
de um segredo
percevejo...


Então tive  que cair
de uma só vez
com os rastros do enfermo paraíso

Joguei vidas fora
com um adeus estranho
seu rosto manchado pelo meu choro na janela do ônibus

Seus gostos desconhecidos
meu encanto de quem está no principio
de qualquer vida boa

Minha percepção abstrata
minha visão deturpada
meu sofrimento colossal

Seus olhos tristes num momento tímido e descompassado
a tristeza não é mais um carrapato

Um dia eu ainda te rapto!